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A juíza da 1ª Vara Criminal, Rosângela Zacarkim, marcou para o dia 15 de maio o júri popular das duas acusadas de assassinar Roseli Ribeiro de Melo, 44 anos, em 2016. Elas responderão por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Suspeitas de jogarem soda no corpo de Roseli, as duas também vão responder por tentativa de destruição de cadáver.

Em janeiro, os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça mantiveram inalterada a sentença de pronúncia contra uma das acusadas, proferida por Rosângela Zacarkim. A defesa pediu a despronúncia alegando “insuficiência de elementos mínimos de convicção sobre a autoria delitiva” e pediu ainda, subsidiariamente, “o decote das qualificadoras do motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, ante sua incomprovação nos autos”.

Por último, o advogado ainda solicitou a revogação da prisão preventiva mantida na pronúncia, “em razão do longo tempo de prisão já transcorrido, e a indemonstração concreta da necessidade de mantença do ato constritivo pessoal ora fustigado”. Os argumentos não foram aceitos pelos desembargadores, que mantiveram a prisão preventiva e a sentença de pronúncia inalterada. O desembargador Juvenal Pereira da Silva foi relator do recurso.

Conforme Só Notícias já informou, em alegações finais, a defesa de uma delas requereu a absolvição “por legítima defesa”, além de “ausência de dolo, a desclassificação do crime de homicídio qualificado para lesão corporal seguida de morte, afastamento das qualificadoras, a absolvição quanto ao crime de ocultação de cadáver, revogação da prisão preventiva e autorização para prisão domiciliar”. O advogado da segunda acusada pediu apenas pela “impronúncia” e revogação da prisão preventiva.

Em fevereiro do ano passado, ao optar pela pronúncia, Rosângela, no entanto, não acatou as solicitações. “Considerando que subsistem os motivos ensejadores e que as medidas cautelares diversas da prisão, dadas as circunstâncias do crime, não se mostram suficientes para evitar novas práticas delituosas, mantenho a prisão preventiva, sobretudo ante a necessidade de se resguardar a ordem pública e à conveniência da instrução em plenário, determino que assim permaneçam até a realização do tribunal do júri”.

As duas foram presas em cumprimento de ordem judicial (prisão temporária) e confessaram participação no brutal assassinato de Roseli. O corpo foi enterrado em uma vala, na estrada Nanci, e localizado no dia 26 de maio por policiais civis. Elas ainda relataram ter jogado soda na vítima, no intuito, de “derreter” o cadáver localizado após 55 dias do desaparecimento.

Três investigadores e dois peritos acompanharam uma das suspeitas presas e refizeram o trajeto, a partir do ponto onde se encontraram com Roseli e lhe ofereceram carona até o Camping Clube, onde a vítima morava. “Seguimos pela MT-220, conversando com ela, normalmente, até chegarmos na estrada Nanci. Ali a matamos com pauladas e facadas e escondemos o corpo na mata”, relatou, na época, uma das acusadas.

As duas estão presas nas cadeias femininas de Colíder e Nortelândia.