Saúde

Jovem morto por febre amarela tomou vacina em 2013, diz mãe

RIO – A secretaria estadual de Saúde confirmou, na última terça-feira, que o adolescente Marcelo Pêgo, morador de Teresópolis, morreu por febre amarela. A contadora Ana Paula Pêgo, mãe de Marcelinho, como ele era chamado, afirma que o filho tomou a vacina em 2013, e que mesmo assim não conseguiu criar anticorpos contra o vírus. Para Ana Paula, ele foi vítima de falha vacinal, um fenômeno raro, mas que pode acontecer em qualquer tipo de vacinação.

– Ele foi vacinado em 2013. Até isso acontecer, eu sempre ouvi que a vacina bastava. Com ele vacinado, eu me sentia protegida. Na minha casa tem um monte de repelente. Se alguém dissesse para mim que existe um percentual que não produz os anticorpos, eu teria me prevenido – lamentou.

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Ana Paula não sabia da existência da falha vacinal e foi surpreendida pelo diagnóstico de seu filho, que teve o quadro classificado como suspeito de febre amarela dois dias antes de sua morte. Por meio de nota, o Ministério da Saúde confirmou que a vacina da febre amarela, como as outras vacinas de rotina, proporciona imunidade de 90% a 98% de seus pacientes. Ainda segundo o Ministério da Saúde, a falha é uma ocorrência raríssima, principalmente se comparada às milhões de pessoas que se preveniram depois de vacinadas

“A vacina tem se mostrado segura, com elevada eficácia não só no Brasil como no mundo, e destacamos que a recomendação de dose única é adotada não só no Brasil mas em todos os países do mundo”, afirma o ministério em nota.

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Após a confirmação da morte de Marcelo, Ana Paula fez um post em seu Facebook, para tentar alertar as pessoas sobre a falha vacinal. Segundo ela, a vacinação foi feita em uma rede privada, antes de viagem a Manaus. Ana Paula afirma ainda que não quer culpar ninguém pela morte, de seu filho, apenas divulgar uma informação importante para outras famílias.

– Não quero que outras mães passem por isso. Não estamos querendo achar assombração ou nada. Mas as coisas não são em vão. Usem a vacina e usem repelente. Se tivéssemos essa informação há um mês e meio, poderíamos ter evitado essa tragédia.

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Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro ressaltou que o caso trata-se de uma exceção, e que o melhor método para a prevenção continua sendo a vacina. De acordo com a assessoria do governo, esse foi o primeiro caso de falha vacinal de febre amarela, entre os 82 confirmados em 2018.

 

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