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O ministro da (PP) oficializou durante entrevista coletiva em Cuiabá na manhã desta segunda-feira (26), que permanecerá no governo Temer até o fim deste ano e que não vai concorrer a nenhum cargo eletivo nas de outubro. O afastamento do empresário da já estava sendo discutido nos bastidores desde a semana passada.

Como já era falado nos bastidores políticos, Maggi que está com 61 anos confirmou que pretende se dedicar à família e a empresa a partir de 2019, ano em que termina seu mandato de senador licenciado e o governo Temer.

“Eu Blairo Maggi, não vou disputar o pleito de 2018. Já havia conversado com a família, com o próprio presidente Michel Temer e vou continuar no cargo de ministro até fevereiro. É uma vida de muito sacrifício e de baixíssimo reconhecimento. Não há uma vida social normal e isto trás problemas em casa”, afirmou aos jornalistas.

Questionado sobre as acusações feitas a ele pelo ex-governador Silval Barbosa em sua delação premiada e os inquéritos abertos no (), Maggi disse não se preocupar com a perda de foro privilegiado e declarou que a questão será resolvida na justiça.

“As acusações são questões jurídicas e é assim que iremos tratar. Já a questão de foro privilegiado, vejo que se eu tivesse receio disso eu iria disputar a eleição. Isso demonstra muito minha tranqüilidade”, avaliou.

Empresário bem sucedido, sendo considerado o ‘Rei da Soja’, Blairo entrou na política em 2002, se elegendo como governador do estado, cargo que cumpriu de 2003 à 2007 e se reelegeu ficando novamente a frente do Palácio Paiaguás os anos de 2008 à 2010, ano em que concorreu e venceu a eleição para o Senado com mais de um milhão de votos.

Em 2017, aceitando ao convite do presidente Michel Temer, Blairo tomou posse como ministro da Agricultura no lugar de Katia Abreu.