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Leovegilia Ferreira, mãe do vigilante Magno Ferreira de Moraes, 25 anos, que entrou no abraçado ao filho Pedro Magno, de 4 anos, no domingo (28), ainda aguarda aflita nesta segunda-feira (29) que os mergulhadores do encontrem o neto. “Agora só tenho minha força em Deus, para aguardar enquanto encontram ele”, disse. O corpo de Magno Ferreira já foi encontrado.

A mãe do vigilante, que foi encontrado 15 minutos após o início das buscas, disse que ele está sendo velado no centro comunitário do bairro São Matheus, local onde a família reside e possui uma mercearia. Ela, que teve três filhos homens, perdeu dois deles em fatalidades. Um morreu atropelado na avenida Beira Rio, há nove anos. Agora, na mesma região, convive com a dor de perder outro filho, que supostamente se afogou intencionalmente.

Leovegilia também disse que a mãe da criança teria avistado Magno pulando com Pedro no rio e chegou a ouvir os gritos da criança pedindo por socorro. Segundo ela, o casal não aparentava ter grandes problemas, mas conforme a reportagem apurou, Magno estaria mandando mensagens para uma parente pedindo para que cuidassem da sua mulher e filho.

Tia do Magno, Solange do Nascimento, esteve no local e também aguarda aflita pelo resgate de Pedro. Ela não soube explicar o que poderia ter causado a tragédia.  “Quando eu soube, que ligaram para mim, já tinha acontecido. Eu não sei o motivo que levou ele a cair na água. Cada um fala uma coisa, ninguém sabe o que realmente aconteceu”, disse ela, que também contou que moradores da região chegaram a mergulhar no rio em busca do menino, já que o Corpo de Bombeiros teria chegado ao local por volta das 10 horas da manhã. “Teve bastante gente que mergulhou e não conseguiu. Agora chegou o Corpo de Bombeiros e estamos aguardando para saber o resultado”.

Por se tratar de período chuvoso, até mesmo a margem do rio se torna arenosa e funda. O tenente Barros do Corpo de Bombeiros, explica que muitos destes locais chegam a ser impróprios para banho. “A recomendação é não entrar sozinho. Se entrar, que seja com colete salva vidas. Observar bem o local onde vai praticar o banho, alguns são até impróprios. De repente o rio está mais cheio e ai complica a situação”, recomendou o militar.

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