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Hospital Santo Antônio, em , só vai atender serviços de emergência (Foto: Assessoria)

O Hospital Santo Antônio, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, que atende pela pública os moradores da região e de cidades vizinhas, suspendeu a partir desta quinta-feira (18) todos os serviços pelo ().

De acordo com Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, que administra a unidade, a interrupção no atendimento é causada pelo atraso de quatro meses de repasse por parte do governo de Mato Grosso.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Mato Grosso ainda não se posicionou sobre o caso do hospital.

Foram suspensos os serviços de obstetrícia e referência de pacientes nefrológicos, os serviços de oncologia, UTI adulto e neo natal. Serão mantidos somente o serviço de obstetrícia de emergência (trabalho de parto franco ou período expulsivo, hemorragias e outras emergências), e o tratamento oncológico dos pacientes que já iniciaram o ciclo de quimioterapia até o dia 31 de janeiro de 2018.
“A Fundação de Saúde Comunitária de Sinop lamenta ter que chegar ao extremo dessa situação que, hoje, apresenta-se como insustentável e inviável para a instituição, pois está afetando a sua saúde financeira, de seus fornecedores, colaboradores e corpo clínico, já que vem financiando os atendimentos e sem que haja sequer uma resposta pela SES MT das demandas aqui geradas”, diz o hospital.

A fundação alega que o estado tem uma dívida de R$9,4 milhões com o hospital. Da quantidade de meses em atraso, o hospital diz que o governo quitou dois meses de repasses com valor de R$ 3,3 milhões.

O hospital disse que não recebeu quatro meses de repasse: parcial do mês de julho/2017, agosto/2017, novembro e dezembro/2017.
“Ao longo de 26 anos a fundação procurou prestar atendimentos a população de Sinop e região, sempre determinando atendimentos aos pacientes carentes através do SUS, porém, todo o trabalho realizado durante esse tempo parece não ter valia para SES”, finaliza a instituição.

Outro lado

Em nota, a SES declarou que uma equipe da secretaria se reuniu com a prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, para tratar sobre a continuidade dos serviços e em se fazer o pagamento dos serviços prestados e comprovados nos meses de setembro e outubro de 2017 no valor de R$ 3,360 milhões, bem como para discutir sobre o futuro do atendimento hospitalar na região.

Na segunda-feira (15), a SES diz que o valor foi depositado na conta do Hospital Santo Antônio.

A secretaria disse que não existe um contrato específico com o Hospital Santo Antônio e os serviços que são executados são pagos por indenização em uma situação emergencial e para não deixar a população desassistida.

Em relação aos pagamentos, a SES afirmou que o valor de R$ 2,571 milhões referente à parte do mês de julho e ao mês de agosto, que foram pagos pela SES/MT, foram bloqueados pela Justiça do Trabalho de Sinop devida a pendências trabalhistas da fundação.

Em relação aos demais pagamentos, a SES informou que o processo referente ao mês de dezembro ainda não chegou à secretaria. Quanto à competência de novembro, o processo encontra-se no setor de controle e avaliação e se tudo estiver de acordo será liberado para pagamento.

Hospitais sem repasse

Outras UTIs de 3 hospitais filantrópicos de Cuiabá também pararam de receber pacientes por falta de repasse. O Hospital Filantrópico Bom Samaritano, em Cáceres, 220 km de Cuiabá, também está fechada há cinco meses por falta de repasses.

Na terça-feira (16), funcionários da fazem ato para cobrar salários atrasados. Segundo os enfermeiros, mais de 600 funcionários estão com três meses de salários atrasados. Ele disse que o governo informou ter repassado os salários para a prefeitura municipal, a qual diz já ter feito o repasse aos hospitais, que alegam não ter recebido.