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O reeducando de 23 anos, encontrado morto, ontem de madrugada, na cela 5 do raio Azul, do presídio Osvaldo Florentino Leite Ferreira, o “Ferrugem”, iria a júri popular acusado de envolvimento em duplo homicídio em . Ele era um dos três suspeitos de matar Cristhian Jhones Campos de Souza, 18 anos, e P.S.S., 16 anos, em novembro de 2014, na avenida , próximo à praça da Bíblia.

O jovem havia sido localizado pela Polícia em do Leste, meses após o crime. Desde então, estava preso no presídio Ferrugem, em Sinop. Em junho de 2016, a juíza da 1ª Vara Criminal, Rosângela Zacarkim dos Santos, pronunciou o trio por duplo homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, emprego de meio que resulta em perigo comum e mediante emboscada. O rapaz também responderia por três tentativas de homicídio, duas delas contra policiais militares.

As imagens do crime foram registradas pelo circuito de de uma empresa, na avenida Júlio Campos (entre a praça da Bíblia e o viaduto). É possível ver os assassinos correndo atrás de uma das vítimas fazendo disparos. O outro que foi alvejado (o adolescente) caiu alguns metros adiante da outra vítima, ficando fora do alcance da câmera.

O terceiro teria sido atingido por estar na região e não seria alvo dos bandidos. Os rapazes também são acusados de atirar contra dois policiais que passavam pelo local, perceberam a ação criminosa e chegaram a iniciar uma perseguição.

Os outros dois suspeitos foram localizados em uma residência no bairro Vindilina 3, em Sinop, e em Porto União (SC). Eles continuam presos e aguardam júri popular. A data da sessão de julgamento ainda não está definida.

Conforme Só Notícias já informou, acionaram a polícia por volta das 4h de ontem. Em seguida, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local onde encontraram um pano, espécie de “Maria Tereza” e marcas no pescoço do jovem. Ainda não foi apontado como ele foi morto, porém, a suspeita é de estrangulamento.

Segundo a Polícia Civil, dezessete presos estavam na cela e são suspeitos de terem assassinado o detento. “Todos os 17 presos, serão arrolados na ocorrência e podem responder pelo crime”, informou o investigador João Manoel. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso passa a ser investigado.