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Telefones foram incluídos indevidamente em uma investigação sobre (Foto: Reprodução/TVCA)

Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) cobrou do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) celeridade no inquérito que investiga o esquema de grampos clandestinos envolvendo a do estado. Ex-secretários estaduais e militares de alta patente da PM foram denunciados por suposto envolvimento no esquema.

Em nota, o órgão aponta um “clima de incerteza” em relação ao inquérito que apura o caso. O processo tramina no STJ desde setembro de 2017.

“Estamos há meses diante de uma denúncia gravíssima de uso de aparato estatal para violação dos direitos individuais do cidadão sem ao menos saber a extensão desta violação. Sem uma investigação célere, ficamos de mãos atadas na cobrança dos nossos direitos”, diz trecho do documento.

As interceptações tinham como alvos políticos e jornalistas de oposição ao atual governo. O esquema clandestino foi denunciado numa reportagem exibida no Fantástico.

São réus no processo o ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Batista e o cabo Gerson Correa Júnior. Dos militares, Zaqueu e Gerson estão presos desde maio deste ano.

O esquema que teve início no estado em 2014 e seria operado por um falso Núcleo de Inteligência da Polícia Militar. As investigações resultaram na prisão de ex-secretários estaduais, de um cabo e de coroneis da PM, além do primo do governador, o advogado Paulo Taques.
O esquema

As interceptações clandestinas foram denunciadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de em 2015.

Ele diz que recebeu denúncia do caso naquele ano e que alertou o governador Pedro Taques.

Agora, a PGR investiga se Taques sabia do crime e de quem partiu a ordem para as interceptações. O governador, por sua vez, nega que tinha conhecimento sobre o caso.

Os telefones foram incluídos indevidamente em uma investigação sobre tráfico de drogas que teria o envolvimento de policiais militares. O esquema é conhecido como barriga de aluguel.