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Um estelionatário está se passando por fiscal da Prefeitura de Cuiabá para aplicar, extorquir vendedores ambulantes, pedir que eles votem em um determinado candidato político e emitir falsa autorização para que continuem trabalhando nas ruas.

 

Segundo uma vendedora ambulante, o homem afirmou que trabalha como coordenador dos fiscais da prefeitura da capital há seis anos. Ele se apresentou, entregou um formulário que é feito através da prefeitura e pediu dinheiro em troca de uma suposta autorização de atuação.

 

“Ele disse que era coordenador de fiscais da prefeitura e me entregou um formulário para que eu possa responder”, disse.
A vendedora contou que o suspeito também havia pedido o título de eleitor dela e disse à ela que a autorização estava sendo liberada aos ambulantes através dessa pessoa, que seria candidato. A vendedora pagou R$ 750 a ele.

 

“Eu me dei conta de que era uma compra de voto somente depois que ele pediu o meu título de eleitor”, contou.

Em uma das ligações, a vendedora ambulante gravou a conversa do homem pedindo o apoio da família dela para que votasse no candidato.

 

“Eu vou precisar de você esse ano aqui. Você sabe que eu tenho o meu candidato, não é?”, afirmou o homem.
O Tribunal Regional Eleitoral () orienta a população a ficar atenta com situações irregulares que possa tirar a autonomia do voto.

 

“A população deve se manter atenta com qualquer atitude que possa corromper ou tirar o seu de voto”, declarou o diretor geral do , Valmir Nascimento Milomem.

O secretário-adjunto de Fiscalização, Benedito Alfredo Granja, afirmou que os profissionais trabalham sempre com o crachá de identificação e não cobram nenhuma taxa.

 

“Os profissionais são sempre credenciados, usam oficial, e sempre estão com o uniforme para facilitar a fiscalização”, contou.
A Secretaria Municipal de Trabalho afirma que aproximadamente 400 pontos para vendedores ambulantes foram mapeados e que nesta semana será realizada uma reunião com a categoria para tratar de processos de autorização para que os locais possam continuar funcionando dentro da lei.