Anúncios
Foto – ATribunaMT

A aluna Gabriela Yamaguchi, estudante de medicina no campus da /, criou recentemente na internet um abaixo assinado virtual para fortificar uma mobilização de alunos e do corpo acadêmico – #MovimentoPelaMedicina – para evitar o fechamento do curso na cidade por falta de e de estrutura física. A fim de entregar o documento para senadores, deputados e no próprio Ministério da Educação – , a iniciativa já contava com o apoiamento de 1.158 pessoas, neste domingo (3). Com as assinaturas já conseguidas presencialmente, o manifesto passa de duas mil pessoas em apoio a luta, em menos de duas semanas de coleta.

Dentre as soluções imediatas requisitadas estão a de reforço técnico do corpo acadêmico com médicos de formação. Segundo a publicação de Gabriela, embora fosse necessário que a estrutura pedagógica fosse formada com pelo menos 80 professores, os alunos contam com apenas metade disso devido a uma não abertura de novas vagas pelo MEC.

Segundo ressalta a estudante, se até março do próximo ano o corpo docente não for reforçado o curso corre o risco de fechar.

A emergência da reivindicação é que a primeira turma do curso já está finalizando o quarto ano e entrando na última fase da formação, o chamado “internato”, que corresponde aos dois últimos anos, onde se faz necessário o contato direto com a prática médica e os alunos de Rondonópolis simplesmente não têm onde fazê-lo. Segundo pessoas ouvidas pela reportagem do NMT, o curso só não fechou as portas até o momento porque médicos de Rondonópolis se prontificaram a unir forças e possibilitar o seguimento das aulas, mesmo sem ganhar nada por isso.

A aluna Poliana Duarte da Silva Arruda, do terceiro ano, ressaltou ao NMT que a instabilidade criada deve afetar consideravelmente a tranquilidade do fim de ano de professores e alunos por não terem ideia de como será 2018. “Chegamos a um ponto que temos três a quatro meses para resolver a situação do curso. A verdade é que ninguém saber o que vai acontecer se nada for resolvido. Não dá para prever nada. Não sabemos se o curso vai parar, se os alunos serão transferidos e a verdade é que imprevisível o futuro”, indicou, ressaltando que embora o emergencial seja o aumento do número de professores, os entraves vão além disso.

“Um dos problemas é a falta de infraestrutura própria. O que era para ser o chamado bloco da saúde, esperado para ser entregue em 2015, ainda não foi concluído e está com as obras paradas. Tem mais ou menos um ano que a construção foi totalmente interrompida. Ali era para ter os laboratórios e tudo que é necessário para que o curso ocorra. Como não foi entregue, fomos forçados a utilizar blocos de outros . Alguns equipamentos que foram adquiridos estão encaixotados porque não têm local para serem instalados e utilizados por nós”, ressaltou.

Nos últimos meses, os alunos decidiram realizar manifestos pacíficos mostrando aos rondonopolitanos os benefícios que a saúde pública local possui. Rapidamente, o movimento foi aderido por cidadãos da maior cidade do interior de Mato Grosso e várias lideranças políticas como os senadores, Wellington Fagundes (PR) e José Medeiros (Podemos), além dos deputados federais, Adílton Sachetti (Sem Partido) e Carlos Bezerra (PMDB), se reuniram com representantes do curso e intensificaram a luta para tentar destravar, em Brasília, as demandas necessárias.

Interessados em aderir o abaixo assinado e apoiar os cerca de 120 acadêmicos de medicina podem fazê-lo neste endereço.