Anúncios

Katiane Maria Neves Anjos, está internada na do , após ser picada por uma jararaca na garagem de casa, na última sexta (15), por volta das 4h30, quando saia para trabalhar em Primavera do Leste.

Segundo o esposo de Katinene, a família teve que se deslocar até Rondonópolis em busca de soro antiofídico por não ter na unidade hospitalar de Primavera.

Por conta do veneno, Katiane sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi para UTI após passar por procedimento cirúrgico. Dionízio afirma que a equipe médica alertou se tratar de um caso muito sério e que a mulher corre risco de vida.

O casal foi até o hospital das Nações, em Primavera, ocasião em que uma médica os atendeu e pediu para Katiane fazer uns exames. O problema, de acordo com o marido, é que na unidade não tinha o soro, nem previsão de quando chegará. “A médica orientou que fossemos para Rondonópolis. Chegamos às 10h30 e minha mulher foi tomar o soro às 11h”, relata.

Segundo ele, o centro recebe a mesma demanda de medicamento que os demais municípios. Atualmente, quando o soro chega a faltar na unidade, uma das possibilidades é a falta de reposição, que deve ser solicitada por cada responsável. “No Ciave semanalmente nós repomos o estoque, porque nos finais de semana, principalmente, aumentam as chances de casos”, conclui.

SES

Sobre o soro antiofídico, a esclarece, através da Vigilância Epidemiológica do Estado, que desde 2014 o ministério da Saúde reduziu a quantidade em todo o país, devido a problemas quanto à produção do antídoto.

Esta diminuição foi ainda maior em 2016, fazendo com que todos os Estados do país concentrassem o soro em hospitais com maior fluxo de atendimento e suporte. A medida também foi adotada em . Dessa forma, o soro é encaminhado a Regional de Saúde local (no caso de Primavera a Regional é Rondonópolis), que faz a distribuição de acordo com os casos de maior incidência.