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A Polícia Civil de Nova Mutum (distante 240km de Cuiabá) abriu investigação para apurar um possível caso de infanticídio (assassinato de recém-nascido), que ocorreu na cidade na manhã de sexta-feira (22). Uma jovem mãe, de 21 anos, acionou o Corpo de Bombeiros para ir até sua casa fazer o resgate do corpo de seu filho, que teria nascido morto. Porém, quando os militares chegaram à residência, o recém-nascido já estava enrolado em um lençol com o cordão umbilical cortado. A estava em cima da cômoda e na casa ninguém estava em desespero ou preocupado com a situação.

A mãe teria dito aos bombeiros que não sabia que estava grávida e que o menino teria nascido morto, dentro do vaso sanitário. Ela ainda estava com a placenta dentro de seu útero e um pouco debilitada.

 

Leia abaixo o que foi relatado pelo Hospital Municipal de Nova Mutum sobre o caso:

 

“A paciente relatou que não sabia que estava grávida e que a mestruação vinha mensalmente, relatou ainda que no dia 21/12 por volta das 23:30, as dores iniciaram com cólicas e ao ir no banheiro apresentou perda de líquido e sangramento vaginal, e, após disso, houve a eliminação do feto, no vaso sanitário,  sem sinais de vida. Somente depois de procurar pela casa uma tesoura,  relata que foi atendida pela mãe do seu namorado. O namorado relatou que suspeitava que a paciente estaria grávida.  A mesma suspeita também foi relatada pela mãe do namorado, onde ela, ao socorrer paciente, encontrou o feto sem sinais de vida,  enrolado em uma roupa da paciente.  Então o namorado da paciente acionou o Corpo de que prestou atendimento e trouxe os mesmos ao Hospital Municipal de Nova Mutum”.

 

Corpo de Bombeiros

 

À ocorrência, o Corpo de Bombeiros foi acionado às 05h45. Três minutos após a solicitação, os militares já estavam na residência para realizar os procedimentos de resgate. O soldado Michel Douglas Dourado, que acompanhou toda ocorrência, falou com a reportagem do HiperNotícias e confirmou que na casa estava a mãe e o pai da criança acompanhada de uma senhora mais velha, que seria uma familiar.

 

“Nós fomos acionados e rapidamente chegamos na casa. Ficamos sabendo que o parto havia sido no banheiro, mas notamos algo estranho quando chegamos lá. O menino já estava morto, com o cordão umbilical cortado e enrolado em um lençol, só com os pezinhos de fora. Os pais estavam calmos, nada comum para quem perde um filho. Não havia desespero em ninguém. Fizemos a remoção do corpinho do bebê e da mãe para o hospital. Ela chegou a dizer que não sabia que estava grávida”, contou o militar.

 

O soldado Dourado ainda lembrou que já fez um parto na cidade de Nova Mutum e que a situação nesse tipo de ocorrência é bastante delicada, principalmente com o umbigo da criança, que precisa tomar muito cuidado para não causar uma hemorragia. “Uma vez eu fiz um parto aqui e é necessário ter muito cuidado. Se não pinçar o cordão umbilical, fazer um curativo certo, ele pode ter uma hemorragia. Lá na casa nem sinal de sangue tinha. E a criança já estava morta e enrolada”, completou o soldado.

Hospital Municipal

 

No Hospital Municipal, por volta de 06h30 da manhã, a enfermeira chefe, Ana Cristina, recebeu a criança em óbito e passou o caso ao de plantão, que de imediato mandou o cadáver para Cuiabá, para a Central Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Hospital Júlio Muller, onde exames deveriam ser feitos para saber o motivo que levou à morte da criança.

 

Ao HiperNotícias, Ana Cristina ainda disse que a mãe tem porte físico magro e estatura pequena.

 

A mãe foi identificada como K.S.B,  21 anos. Ela chegou ao hospital  ainda com a placenta, que foi retirada em seguida. O bebê, do masculino, pesava 2,155 kg e tinha 46,5 cm. A suspeita relatou aos policiais que a pouco tempo reside na casa do namorado, em Nova Mutum, já tendo morado em Lucas Rio Verde e São José. “A todo o momento ela relatava que não sabia que estava grávida. Precisamos do resultado do exame de Verificação de Óbito para podermos dar algum levantamento, mas o inquérito é de suspeita de infanticídio, por isso a polícia entrou no caso”, comentou um policial civil da cidade.

 

A reportagem tentou entrar em contato com K.S ou algum familiar da criança morta, porém ninguém quis falar do caso.

 

O corpo do menino permanece em Cuiabá, aguardando liberação para ser enterrado.