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O levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de apontou que a taxa de homicídios entre mulheres negras e jovens é bastante superior à taxa entre brancas de outros Estados. A taxa de mortalidade chega a 12,4% por 100 mil habitantes – uma das maiores do país. Os Estados que também possuem as maiores taxas são: (13%), Rio Grande do Norte (11%), Paraíba (13%), (12,3), Goiás (13,8), Alagoas (10,7), (11). As demais regiões apresentaram números menores de 9%.

De acordo com o levantamento, considerando a faixa etária de jovens de 15 a 29 anos, em 26 Edtados a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras do que entre as mulheres brancas. No mesmo sentido, o Atlas da Violência (2017) mostrou que entre 2005 e 2015 a taxa de homicídios de mulheres brancas teve redução de 7,4%, enquanto a taxa de mortalidade de mulheres negras aumentou 22%.

No topo da desigualdade entre as taxas de homicídio estão Rio Grande do Norte, no qual as jovens negras morrem 8,11 vezes mais do que as jovens brancas, e do Amazonas, cujo risco relativo é de 6,97. Em terceiro lugar aparece a Paraíba, onde a chance de uma jovem negra ser assassinada é 5,65 vezes maior do que a de uma jovem branca residindo no Estado. Em quarto lugar vem o Distrito Federal com risco relativo de 4,72. Nos estados de Alagoas e Roraima não foi possível calcular a razão entre as duas taxas por não ter ocorrido nenhum homicídio de mulher branca nessa faixa etária. No entanto, as taxas de mortalidade entre jovens negras foram altas, com 10,7 e 9,5 mortes por 100 mil habitantes na mesma faixa etária e composição racial.

O  Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência (IVJ) apontou ainda que negros e negras ainda sofrem com enormes disparidades salariais no : dados recentes divulgados pelo mostram que negros ganham 59% dos rendimentos de brancos (2016). Negros representam 70% da população que vive em situação de extrema pobreza, concentram maiores taxas de analfabetismo do que brancos – 11% entre negros e 5% entre brancos – (PNAD, 2016), além de constituírem mais de 61% da população encarcerada (DEPEN, 2014), embora representem 54% da população (IBGE).