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Fiscais interditaram seis aeronaves agrícolas por irregularidades em (Foto: TVCA)

Seis aeronaves agrícolas usadas para pulverização, que apresentavam problemas técnicos, falta de documentação e irregularidade na manutenção, foram interditadas durante a Operação ‘Deriva 2’, realizada em Primavera do Leste, a 239 km de . A operação ocorre desde terça-feira (21) e foi divulgada nesta quarta-feira (22) pelo (MPE).
Segundo o MPE, a operação fiscaliza empresas de aviação agrícola. Quatro empresas foram fiscalizadas pela equipe, que passou por hangares de Primavera do Leste, que tem a maior frota agrícola do país.

Em uma das empresas fiscalizadas, dos cinco aviões que estavam no hangar, três ficaram em solo, ou seja, foram interditados e impedidos de voar. As aeronaves interditadas, segundo a Agência Nacional de Aviação (), apresentavam problemas nas condições técnicas, como falta de documentação e irregularidades na manutenção dos aviões.

Operação passou por hangares de Primavera do Leste, que tem a maior frota agrícola do país (Foto: TVCA)

Além das aeronaves interditadas, a equipe de fiscalização do (Ibama) notificou 4 empresas, das cinco visitadas, já que nenhuma delas possuía Cadastro Técnico Federal.

O órgão emitirá, ainda, uma notificação recomendatória para que uma das empresas seja autuada e tenha sua operação suspensa no município por não possuir licença de operação.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou três empresas por colocarem os trabalhadores em exposição direta com agrotóxicos. A fiscalização verificou, também, que os trabalhadores não possuem sobre prevenção de acidentes com agrotóxicos.

As empresas apresentaram documentação na qual consta a entrega dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores, porém, durante a fiscalização não foi possível constatar o uso dos acessórios.

De acordo com o MPE, as empresas foram fiscalizadas nos quesitos de segurança dos trabalhadores, licenciamento ambiental, manuseio correto dos agrotóxicos, além das condições da aeronavegabilidade das aeronaves.

A operação ocorre para garantir a atividade correta, evitando danos ao meio ambiente, além de assegurar a saúde dos trabalhadores e a segurança da aviação.

Um dos problemas identificados durante a operação é que não existe um sistema implantado que permita fiscalizar a pulverização aérea de agrotóxicos. Conforme o MPE, não é possível, por exemplo, saber se a pulverização acontece sobre ou próximo de locais habitados, nascentes ou beiras de rios.

Mato Grosso está entre os três estados brasileiros – junto com Mato Grosso do Sul e Paraná – onde a fiscalização conjunta está sendo realizada. O trabalho integrado é feito pelo , Ibama, Polícia Militar Ambiental, Ministério Público do Trabalho, Indea e Ministério Público Federal.

A Operação Deriva foi batizada em referência a situações em que o agrotóxico não atinge o local desejado e se espalha para outras áreas. A proposta é realizar inspeções periódicas de combate a danos ambientais e à saúde da população.