As câmeras de segurança registraram o momento em que os presos enfrentaram agentes penitenciários e roubaram armas da Cadeia Pública de Poconé, a 319 km de Rondonópolis. A situação ocorreu nesta quarta-feira (15) e 34 presos fugiram. Destes, 16 foram recapturados até esta quinta-feira (16).

https://www.youtube.com/watch?v=UX1IqiGTEcM

Nas imagens, dois agentes aparecem correndo e tentando fugir de um grupo de presos. Os detentos encurralam os servidores em uma das alas da cadeia. Vários outros presos vão em direção ao mesmo local. Um preso volta da ala com chaves e tenta abrir uma estrutura. Depois, três presos aparecem empurrando um agente e o derrubam no chão, onde é agredido e imobilizado

https://www.youtube.com/watch?v=cSHKwgo7nrI

Outra gravação mostra os presos por cima do agente, enquanto outros detentos pegam armas na cadeia e libertam outros presos. Na sequência, presos aparecem usando armas e chegam a fazer disparos para cima.

https://www.youtube.com/watch?v=5m_Pf1jZ090

Fuga

 

A fuga em massa ocorreu no período da tarde de quarta-feira, depois que os presos agrediram um dos dois agentes que faziam a segurança na cadeia e levaram as armas da unidade. Os presos da Cadeia Pública de Poconé agrediram os agentes que estavam de plantão no momento do recolhimento do banho de sol, quando eram conduzidos para as celas.

Um dos agentes disparou munição não-letal tentando impedir a fuga. Os presos partiram para cima do agente e o prenderam em uma das celas. Antes de fugir, os presos ainda roubaram armas e munições da unidade. O agente agredido durante a fuga dos presos já foi atendido e está bem, conforme a secretaria declarou.

Todas as cidades no entorno de Poconé estão com policiamento reforçado, inclusive Cuiabá, Várzea Grande, na região metropolitana, e Cáceres, a 220 km de Cuiabá. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, há possibilidade dos presos terem fugido para a região de fronteira com a Bolívia.

A segurança foi reforçada na região de fronteira e também em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Para a secretaria, a região industrial pode ser usada como rota de fuga dos presos.