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Integrantes da operação Deriva 2, que foi deflagrada nesta segunda-feira (20) e tem sequência nesta terça (21), por uma força-tarefa formada por diversos órgãos e entidades, em três cidades de Rio Brilhante, Aral Moreira e (Foto: MP-MS/Divulgação)

A fiscalização em lavouras de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, já resultou em R$ 2,9 milhões em multas por uso de agrotóxico ilegal. Foram encontradas irregularidades em 23 aeronaves, nos três estados, que fazem a aplicação dos produtos. A ação coordenada pelos Ministérios Públicos começou na segunda-feira (20) e termina na sexta-feira (24).

Só em Mato Grosso do Sul, nos dois primeiros dias de operação, segundo o Estadual, 13 aeronaves foram interditadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sendo que uma delas acabou apreendida criminalmente pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECO). Nove foram fiscalizadas e oito autos de infração foram expedidos, totalizando R$ 1.865.672,00 em multas.

Os agentes envolvidos já fizeram diligências em Rio Brilhante, Ponta Porã e Aral Moreira. Em um dos casos, peritos da Anac analisaran um diário de bordo e descobriram 156 irregularidades em voos feitos por um avião de setembro de 2015 a setembro deste ano. Houve, inclusive, a descoberta de aeronaves usadas no tráfico e que passaram por pistas de Ponta Porã recentemente. O local fica a dois minutos de voo do Paraguai.

Outra descoberta foram produtos vencidos, embalagens em locais impróprios e funcionários trabalhando sem treinamento. Homens do (), Agência Estadual de Controle Sanitário e Ministério da Agricultura e Pecuária analisavam relatórios e as multas resultaram em mais de R$ 1,5 milhão.

Mato Grosso

No Mato Grosso, seis aeronaves foram interditadas. Quatro empresas foram notificadas por não possuírem Cadastro Técnico Federal.
As aeronaves interditadas apresentavam problemas como falta de documentação e irregularidades na manutenção dos aviões.

Paraná

Já no Paraná, foram expedidos dois autos de infração, seis notificações, com um valor de aproximado a R$ 1,1 milhão. Quatro aeronaves foram apreendidas e uma empresa foi embargada.

Três empresas foram notificadas por colocarem os trabalhadores em exposição direta com agrotóxicos. A fiscalização verificou, também, que os trabalhadores não possuem capacitação sobre prevenção de acidentes com agrotóxicos.

As empresas apresentaram documentação na qual consta a entrega dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores, porém, durante a fiscalização, não foi possível constatar o uso dos mesmos.

Operação

Denominada Deriva 2, em referência a situações em que o agrotóxico não atinge o local desejado e se espalha para outras áreas, a ação visa combater a aviação agrícola clandestina, o contrabando de agrotóxicos, os crimes de fronteira, o trabalho escravo e o desrespeito à legislação trabalhista. Em março deste ano, houve a apreensão de sete aeronaves e autuação em quatro empresas. Nesta semana, oito aeronaves agrícolas já teriam sido interditadas.

Fiscal da Anac faz vistoria em avião agrícola na manhã desta terça-feria (21), na operação Deriva 2, que está sendo realizada em três cidades de Mato Grosso do Sul: Rio Brilhante, Aral Moreira e Ponta Porã (Foto: MP-MS/Divulgação)