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A prendeu, na segunda-feira (27), o ex-vigia de uma escola na cidade de Paranatinga (373 km ao Sul), acusado de estuprar alunas, com idades entre sete e onze anos. O vigilante de 74 anos, teve a ordem de prisão temporária  expedida depois que a foi procurada, na quinta-feira (23), pelo Conselho Tutelar, com uma das vítimas do vigia. O número de vítimas pode chegar a oito.

Logo após, a mãe de uma menina de 7 anos e tia de outra de 9 anos registrou boletim de ocorrência, narrando que o suspeito teria  levado as duas até um cômodo dentro da escola e lá abusado sexualmente das menores, ao mesmo tempo, proferindo ameaças caso elas  contasse a alguém.

“Requisitamos o exame de corpo delito e deu positivo. Na sexta-feira representamos pela prisão e nossos policiais ficaram monitorando durante o final de semana para que ele não fugisse. O Poder Judiciário expediu o mandado e nos cumprimentos ontem”, informou o delegado Pablo Borges Rigo.

As duas meninas quando ouvidas confirmaram ter havido conjunção carnal. A menina de apenas 7 anos também disse que outras duas colegas foram abusadas. A mesma versão de abusos, ocorridos dentro da escola, foi confirmada pela prima de 9 anos.

Laudo pericial constatou conjunção carnal e anal nas duas vítimas. Segundo o delegado, supostamente, são oito vítimas, mas a Polícia Civil ainda está na fase de oitivas das vítimas para confirmar a informação.

“Nota-se pelos relatos que o vigia vinha constantemente abusando de várias crianças na escola, conseguindo se manter impune até agora em virtude das ameaças contra as crianças. É um caso terrível”, afirmou o delegado.

A diretora da escola onde trabalhava o vigia, afirmou que já havia feito uma denúncia, junto com uma mãe, sobre um abuso do idoso em junho. No momento em que descobriram ele foi afastado.

“Antes de junho eu conversei com algumas crianças e ouvi isso. Aí eu chamei a secretária de educação, contei para ela e ela disse que iria demitir ele e acionar os órgãos competentes para apurar o caso, e assim foi feito. Durante este tempo que ele ficou afastado apareceram outras duas crianças, aí uma mãe me procurou e decidimos acionar o Conselho Tutelar”, disse.

Ela também disse que não esperava um caso como este, já que o idoso tinha a confiança da escola e de algumas mães.

“Nós também estamos assombrados, porque ele trabalhava conosco há mais de 20 anos, trabalhou em creche, várias , então era de confiança. E nós estamos assutados, porque quem imaginaria uma coisa dessas? Inclusive ele trazia algumas crianças para a escola, algumas mães confiavam”, contou a diretora.

A diretora ainda disse que a escola se preocupa com abusos e violências e possui um projeto sobre isto, em memória da estudante da mesma escola e que foi estuprada e assassinada em março de 2014.

“Alguns nos questionaram, mas aqui nós trabalhamos com gente responsável, isto aconteceu, mas não em horário de aula, ele vinha mais cedo para a escola, ele quem trazia algumas. Inclusive aqui nesta escola nós temos o projeto em cima de uma aluna nossa que foi estuprada e assassinada, depois abandonada em um lixão. Então nós temos este projeto porque nos preocupamos com isto, com abusos e violência”, disse.

O vigilante irá responder por estupro de vulnerável, de cada uma das vítimas confirmadas ao final do inquérito policial.