Mesmo após ter se comprometido e assinado um termo de que faria repasses para os hospitais beneficentes de Mato Grosso, o Governador Pedro Taques ainda não cumpriu o prometido. Nota da assessoria da Secretaria Estadual de Saúde afirma que ainda este mês fará o pagamento. Se isso não acontecer as instituições já comprometidas financeiramente correm o risco iminente de fechamento.

José Augusto Curvo, conhecido como Dr. Tampinha, médico há mais de 40 anos e assessor especial adjunto do Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicação, conversou com Antônio Preza, vice-presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso e presidente da Santa Casa, e ele afirmou que não há dinheiro para medicamentos, para internações, para nada. “Se na época da reunião, em agosto, estava ruim, hoje está péssimo”, comenta Dr. Tampinha. O Dr. Marcelo Sandrin, diretor do Hospital Santa Helena, explica que estão aguardando o pagamento. “E se pararmos de atender não vai ser por falta de vontade, e sim por problema de caixa”. De acordo com ele, a negociação com o governador já dura 1,5 ano e essa falta de regularidade de pagamento gerou tumulto, um desequilíbrio grande nas contas.
O outro combinado, segundo Dr. Tampinha, era que o governo do Estado pagaria três tabelas do SUS para os hospitais beneficentes para zerar a fila de cirurgias de urgência, que hoje são mais de seis mil em espera, e em seguida as eletivas, que são em torno de 15 mil. Nada disso ainda ocorreu e se continuar assim a previsão é que não aconteça tão cedo. Então Dr. Tampinha indaga: “Até onde irá esse caos na Saúde se os hospitais regionais estão com problemas e os hospitais beneficentes estão quase fechados?”.