A campanha oficial de vacinação antirrábica promovida pela Vigilância em Zoonoses de Rondonópolis deve começar em outubro e tem como meta vacinar cerca de 40 mil animais entre cães e gatos nas zonas urbana e rural da cidade.

A raiva é transmitida por lambeduras, mordeduras, arranhaduras e secreções de outros animais contaminados pelo vírus.

O dia “D” de vacinação nos bichinhos de estimação acontece no sábado (28) de outubro, mas os donos podem levar o animal espalhados por cerca das 70 unidades volantes próximas aos postos de saúde e escolas do município.

De acordo com o médico veterinário e gerente de divisão na Unidade de Vigilância Ambiental, o Kleysller Willon, os animais doentes, em fase de gestação ou que tiveram filhotes recentemente devem ser levados após o desmame ou quando estiverem com a saúde em dia. “A vacina pode complicar a doença do animal, podendo desenvolver até outras e nesses casos a gente procura evitar.” explicou o veterinário.

O veterinário disse ainda que ao longo do ano, esse serviço é realizado gratuitamente na sede da Vigilância Sanitária em Rondonópolis, mas o dia “D” é o grande alvo da campanha antirrábica. A meta para este ano é imunizar cerca de 40 mil animais e que o esforço é levar essa vacinação até as zonas rurais, protegendo tanto os animais quanto os seres humanos.

Se o animal estiver infectado, a raiva pode ser transmitida para o homem através da mordida de cães e gatos infectados pelo vírus.

Os sintomas da doença:

Por se tratar de uma doença que não tem cura, a morte do animal infectado acontece geralmente em um período de cinco à sete dias após as manifestações dos sintomas.

Esses animais infectados demonstram uma agressividade repentina, acabam sentindo dificuldade para ingerir alimentos e beber água e em casos mais severos acabam desenvolvendo paralisia muscular, devido ao vírus se instalar no Sistema Nervoso Central do animal. Existem até casos de animais que desenvolvem muita força. “Tem animal que chega a escalar uma parede e sua força pode aumenta em até dez vezes”, diz o veterinário.